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  • vanesarf

Ansiedade e hipnoterapia: relato de um caso de sucesso

A ansiedade é um mecanismo automático do corpo, sintomas de alerta corporal em situações de estresse, medo, dúvida…Taquicardia, tensão, de ar, tremedeira, suor frio, pensamentos acelerados, dificuldade de foco, para dormir, comer, etc. (os sintomas variam para cada pessoa...). Nossa mente cria cenários imaginários, e sentimos medo do resultado, do futuro, do desconhecido… 

É absolutamente normal sentir-se ansioso ocasionalmente, o problema é quando as crises se tornam persistentes. Se não tratadas, ficam mais intensas e podem evoluir para Síndrome do pânico.

É importante buscar ajuda quando reconhecer sinais de ansiedade. A terapia pode ajudar a controlar emoções avassaladoraa, e medicação deve ser a última alternativa.

O tratamento varia de acordo com a história particular de cada um. A psicoterapia convencional traz resultados a longo prazo, e muitas pessoas acabam desistindo. A hipnose tem trazido resultados rápidos e duradouros.

Eu te pergunto: como controlar? Se somos conscientes do problema, porque não conseguimos mudar?

Por conta das informações gravadas no nosso subconsciente. Ele registra todas as emoções intensas, padroniza e repete em nossa vida, buscando proteger nossa vida. Cria programas de proteção e executa... (continua)




Na terapia com orientação parapsicológica (linha a qual trabalho) analisamos as programações mentais que a pessoa traz na árvore genealógica, nas emoções sentidas pela sua própria mãe quando gestante, no nascimento, e na primeira infância, buscando a causa origem do problema. A pessoa geralmente sofreu um episódio de ameaça a sobrevivência e não era consciente para lidar e compreender que já passou, que ela e a mãe superaram, e sua mente busca protegê-la, lutando ou fugindo da ameaça que ela sofre hoje. Lembrando que essa ameaça que ela percebe hoje pode ser real ou imaginária, mas nem sempre conseguimos controlar os pensamentos, atos, o corpo diante de problema.


A hipnose com regressão de memória é a ferramenta que utilizo para ajudar a pessoa a compreender que esse mecanismo de defesa está reagindo de forma exagerada, e que é possível mudar esses comandos internos automáticos.

Um caso de ansiedade e dependência emocional.

Atendi Isac (nome fictício), de 40 anos, casado há 9 anos, extremamente ansioso, porque queria se separar da esposa que não gostava mais, e ela mesma já concordava com isso. Tinham 2 filhos. Ele se tornara dependente emocional, e não conseguia tomar a decisão final, com um medo extremo, tomando medicamentos e chegou a ter um princípio de infarto. Ele se sentia culpado de abandonar a esposa, e tinha medo de ficar sozinho e não dar conta. Fizemos uma hipnose onde ele resgatou a seguinte memória no subconsciente: com um ano de idade, pais casados em crise. Seu pai perdeu o emprego e a mãe já não gostava mais do pai de Isac. Pressionado pelos avós maternos, jurado de morte pelo avô, o pai sai buscar emprego e não retorna mais. A mãe começa a trabalhar para sustentar a casa.

Anos depois: o pai não visitava o filho, não pagava pensão, ligava de vez em quando e era chamado de vagabundo. Aos 6 anos, o pai volta, os avós o expulsam, o proíbem de vê-lo, e ele perde contato para sempre. Percepção da criança: o pai me abandonou, homem faz mulher sofrer.


Atitude do adulto: "não gosto mais da minha esposa, mas não serei como meu pai, não posso repetir a história e fazer os outros sofrerem como eu sofri. Não amo minha parceira, mas não abandonarei jamais. E se o fizer, mereço morrer sozinho, triste, porque serei igual meu pai."


Ajudo Isac a perceber um outro lado desta história.


Nova percepção: a família da mãe impediu de ver Isac, para protegê-lo. Podem ter errado, mas por amor, fizeram isso. Até mesmo por superproteção.


O pai não abandonou o filho, foi o marido que se separou da esposa porque não merecia aquele tratamento, e o relacionamento não ia adiante sem amor. O pai não rejeitou o filho, rejeitou a situação. Ele tentou contato algumas vezes, e quanto mais Isac cresceu, mais distante ele estava e tinha medo de ser rejeitado. 

Sua mãe ferida, afastou o pai para evitar mais sofrimento. Mas depois que se separou, pôde casar novamente com um homem de quem gostava realmente.


Então olhando para essa história, Isac pôde perceber que toda a ansiedade que sentia era imaginando aquela cena traumática do abandono na infância, mas isso passou, e ele compreende que ficar num casamento falido faz ele e a esposa desperdiçarem uma nova oportunidade de serem felizes.

Que a amizade pode virar inimizade.

Que ele continuará pra sempre pai dos filhos dele, que vai deixar para trás o casamento, mas nunca a paternidade...


No final da sessão ele sente um alívio muito grande, abraça sua "criança interior" e protege… entendendo que tinha que ser assim, e que agora o "Isac adulto" toma o comando diante de situações que sente medo. Pois ele não é mais aquela criança indefesa, que podia ser manipulada pelos adultos, ele pode tomar decisões baseado nos seus sentimentos verdadeiros, sem culpa.


Isac está vivendo com leveza, namorando outra pessoa, convivendo com os filhos, emagreceu muitos quilos, e tem maior controle emcoional diante das adversidades. Não é incrível?


Não hesite em buscar ajuda se estiver enfrentando ansiedade e medo de tomar decisões, que estão afetando sua qualidade de vida. A mudança é possível, basta você querer.


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